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Patrimônio Mundial da Unesco: reconhecimento do Teatro Amazonas pode impulsionar turismo e cultura no AM

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Orgulho da Amazônia: Teatro Amazonas agora é Patrimônio Mundial

O Teatro Amazonas, cartão-postal de Manaus e símbolo máximo da nossa história, acaba de conquistar um reconhecimento histórico. O Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco concedeu ao nosso teatro, junto ao Theatro da Paz, em Belém (PA), o título de Patrimônio Mundial Cultural. Com o nome oficial de “Teatros da Amazônia”, as duas casas de ópera agora figuram no seleto hall de tesouros da humanidade, ao lado de ícones como o Cais do Valongo e os centros históricos de Olinda e Salvador.

Portas abertas para o turismo e a cultura

Para especialistas e fazedores de cultura no estado, a chancela internacional é um divisor de águas. A cineasta Ana Lígia Pimentel destaca que o reconhecimento eleva o interesse global pela trajetória amazonense. “É um exemplo fundamental. Isso vai abrir muitas portas para o turismo e para o fortalecimento do nosso ecossistema cultural, que já funciona a todo vapor, com espetáculos diários e profissionais dedicados”, afirma.

Muito além da arquitetura: a memória da floresta

A conquista também reacende o debate sobre a complexa formação histórica da nossa região durante o Ciclo da Borracha. Beatriz Calheiro, superintendente do Iphan no Amazonas, ressalta que o título vai além da preservação das estruturas físicas. “É um convite para refletirmos sobre histórias que foram, por muito tempo, invisibilizadas: o papel crucial dos trabalhadores da floresta, dos seringueiros e dos povos indígenas, cujo conhecimento foi o motor de todo esse período”, explica.

Um legado vivo

Cândido Jeremias, presidente da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), reforça que o diferencial do Teatro Amazonas é ser um espaço vivo. “Não celebramos apenas a arquitetura, mas uma história de superação e transformação econômica. Hoje, temos um teatro pulsante, com apresentações constantes. Com esse selo da Unesco, certamente veremos um fluxo ainda maior de turistas do mundo todo querendo conhecer a nossa história de perto”, projeta.

O caminho até o reconhecimento

A candidatura foi uma construção conjunta entre o Iphan, o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores, com apoio direto das secretarias de cultura do Amazonas e do Pará. Projetos de modernização urbana do final do século XIX, o Teatro Amazonas (1896) e o Theatro da Paz (1878) sintetizam a fase de ouro da borracha e a integração da Amazônia aos circuitos culturais europeus. Com essa nomeação, a Região Norte celebra, pela primeira vez, a conquista de um Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

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