O senador Eduardo Braga (MDB), que disputa a reeleição ao Senado pelo Amazonas, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 60,2 milhões. Os dados, disponíveis no sistema Divulgacand do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam um crescimento expressivo de mais de 90% na fortuna do parlamentar em comparação com a eleição de 2018, quando ele declarou R$ 31,6 milhões.
Onde está o dinheiro?
O salto financeiro é impulsionado principalmente pela reestruturação de sua carteira de investimentos. Braga concentrou recursos em dividendos acumulados — somando R$ 14,9 milhões —, além de uma diversificação agressiva em ações de grandes empresas, como Vale, Eletrobras, JBS e diversos bancos, além de uma robusta carteira de fundos e títulos de renda fixa.
Mudanças na estratégia patrimonial
Diferente de 2018, quando o senador detinha participações societárias diretas em empresas como Parintins Automóveis e Parintins Veículos, a atual declaração foca majoritariamente em ativos financeiros. O plano de previdência privada (VGBL) permanece como um dos pilares de seu patrimônio, mantendo-se na casa dos R$ 7 milhões.
Imóveis e bens de luxo
No setor imobiliário, as alterações foram pontuais. O senador mantém propriedades em áreas valorizadas de Manaus, como o bairro Ponta Negra. Entre as novidades na declaração de 2026, destacam-se salas comerciais no Britannia Park Offices. Já em relação aos bens móveis, o parlamentar continua declarando veículos de luxo e embarcações, como uma lancha avaliada em R$ 200 mil, mantendo a mesma base de bens declarada em anos anteriores.
O registro de candidatura faz parte do cronograma eleitoral para 2026. Até o momento, diversos nomes que disputam cargos legislativos e executivos no Amazonas também já iniciaram o processo de transparência de bens junto ao TSE.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

