Monitoramento estratégico
Uma operação da Polícia Civil do Amazonas revelou um esquema sofisticado de monitoramento das forças de segurança estaduais. Membros de uma facção criminosa, o Comando Vermelho (CV), utilizavam um grupo de mensagens chamado ‘Visão Noturna’ para rastrear embarcações da Polícia Civil e Militar. O objetivo era claro: avisar traficantes sobre a presença de policiais para que as rotas de carregamentos de entorpecentes fossem alteradas em tempo real.
Esquema nas águas do Amazonas
Segundo o diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), o delegado Mário Paulo Telles, os criminosos mantinham informantes posicionados estrategicamente na orla de Manaus, no Furo do Paracuúba e nos municípios de Iranduba e Manacapuru. Essa rede de vigilância permitia que a facção evitasse abordagens nos rios que servem de acesso à capital amazonense.
Prisões e poder de fogo
A Operação Visão Noturna resultou na prisão de seis suspeitos e no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão. Além de capturar integrantes da organização, as autoridades retiraram de circulação armamento pesado, incluindo dois fuzis calibre 5.56 — usados na escolta das cargas —, além de espingardas, pistola e revólver. Outros quatro envolvidos seguem sendo procurados.
Origem das investigações
O trabalho policial teve início após uma apreensão recorde de 4,5 toneladas de drogas em uma balsa, ocorrida em fevereiro deste ano em Iranduba. Desde então, a inteligência da polícia conseguiu mapear a estrutura da célula criminosa, que recebia ordens diretas de lideranças foragidas. A operação contou com um grande esforço conjunto entre diversos departamentos da Polícia Civil e o apoio tático do Bope.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

