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Ônibus reduzem operação para 50% fora do horário de pico após paralisação em Manaus, informa sindicato de empresas

Amazonas

Transporte público opera com frota reduzida fora do horário de pico

O sistema de transporte coletivo de Manaus passou a operar com apenas 50% da frota fora dos horários de maior movimento nesta terça-feira (21). A medida segue determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), que estabeleceu que 80% dos ônibus devem circular apenas nos períodos de pico — das 6h às 9h e das 17h às 20h. A decisão veio após o tribunal considerar a paralisação dos rodoviários, iniciada na última segunda-feira, como abusiva.

Prejuízo no bolso do trabalhador

Enquanto a situação tenta se normalizar, os passageiros contabilizam o prejuízo. Nos Terminais 4 e 5, o clima era de apreensão. Muitos manauaras relataram ter precisado recorrer a carros por aplicativo para conseguir chegar em casa durante o auge da paralisação, enfrentando a alta dinâmica dos preços. Foi o caso do trabalhador da construção civil, Elias, que gastou R$ 65 em uma corrida da Ponta Negra até a Zona Leste. “O dia de ontem praticamente foi só para pagar o transporte”, desabafou o passageiro, que teme novos transtornos caso o serviço sofra novas interrupções.

Motivação: atraso salarial e impasse trabalhista

O Sindicato dos Rodoviários sustenta que a paralisação foi um protesto contra o atraso nos pagamentos. Segundo o presidente da categoria, Givancir Oliveira, as empresas descumpriram o cronograma fixado pela Justiça, que exige o pagamento de 40% do salário até o dia 20 de cada mês. O descumprimento deste prazo na última segunda-feira foi o estopim para a decisão dos trabalhadores de cruzar os braços.

Dívida milionária ameaça o sistema

Além da tensão salarial, o Sinetram aponta um risco maior para o futuro da mobilidade urbana em Manaus: uma dívida acumulada de R$ 90,1 milhões referente ao passe livre estudantil. Segundo o sindicato, o valor é devido pelo Governo do Amazonas e pela Prefeitura de Manaus. O presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, alertou que as empresas de ônibus atravessam graves dificuldades financeiras e que a falta desse repasse pode levar ao colapso do sistema de transporte, colocando em xeque a gratuidade para os estudantes. Até o momento, a Prefeitura de Manaus e o Governo do Estado não se manifestaram sobre os débitos apontados.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

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