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Memória Viva: Exposição em SP resgata décadas de lutas feministas e LGBTQ+ no Brasil

Brasil e Mundo

O Museu da Diversidade Sexual, em São Paulo, inaugurou uma mostra imperdível que revisita quatro décadas de ativismo. A exposição Alice Oliveira homenageia a trajetória da fotógrafa e militante, cujas lentes registraram os momentos cruciais da história feminista e LGBTQ+ brasileira entre os anos 1980 e 1990.

Um acervo de resistência

Com cerca de 30 fotografias, além de negativos e documentos históricos, a mostra preenche lacunas fundamentais na memória de grupos dissidentes. Segundo o curador Pedro Vieira, o material, que ficou anos guardado, é um documento valioso para entender como os movimentos sociais se articulavam, protestavam e formavam redes de solidariedade.

Raízes da Parada do Orgulho

A exposição destaca o papel de Alice Oliveira na documentação de eventos internacionais e nacionais. Entre os registros, ganha destaque a 17ª Conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), realizada no Rio de Janeiro em 1995. O ato realizado na orla de Copacabana ao final do encontro é considerado por muitos historiadores o embrião da primeira Parada do Orgulho LGBT+ no Brasil.

Luta que atravessa gerações

Hoje, aos 70 anos, Alice Oliveira segue atuante na defesa dos direitos de idosos LGBTQ+. Refletindo sobre o passado, ela prega a união como motor das transformações sociais, utilizando a sabedoria ancestral da Cacique Pequena para lembrar que a força do movimento reside na coletividade.

Serviço

A exposição está aberta ao público até fevereiro de 2027, no Museu da Diversidade Sexual, com funcionamento de terça a domingo, das 10h às 18h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados via plataforma Sympla.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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