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Manaus é a 7ª cidade com mais casos de roubo e furto de celulares no Brasil, aponta Anuário da Segurança Pública

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Manaus consolidou-se como um dos locais mais perigosos para quem transita com um celular na mão. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), a capital amazonense ocupa a 7ª posição no ranking nacional de roubos e furtos de aparelhos, registrando uma taxa alarmante de 1.107,1 dispositivos subtraídos a cada 100 mil habitantes em 2025.

Região Norte em alerta

O levantamento, que analisou cidades com mais de 100 mil habitantes, destaca a vulnerabilidade dos centros urbanos nortistas. Manaus não está sozinha no topo da lista: seis das 20 cidades com as maiores taxas de crimes contra celulares estão na região Norte. Além da capital amazonense, o ranking inclui Belém (PA), Porto Velho (RO), Ananindeua (PA), Marituba (PA) e Macapá (AP). O estudo aponta que o problema está concentrado, majoritariamente, em capitais e suas regiões metropolitanas, onde a intensa circulação de pessoas facilita a ação criminosa.

Tendência nacional de queda

Apesar da posição preocupante de Manaus, o cenário nacional apresentou uma melhora. O número de roubos de celulares no Brasil caiu 18,6% em 2025, com 26 dos 27 estados registrando queda. O Rio de Janeiro foi a única exceção, apresentando aumento nas ocorrências.

Por que os números estão mudando?

Especialistas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública atribuem essa redução ao fortalecimento de mecanismos de proteção. Ferramentas como o programa “Celular Seguro” e tecnologias embarcadas pelos fabricantes têm dificultado o acesso a dados e contas bancárias, tornando o aparelho roubado menos “lucrativo” para os criminosos. Contudo, o combate aos furtos continua um desafio, já que, nesses casos, o interesse dos bandidos costuma ser a venda do hardware no mercado clandestino.

Violência letal no Amazonas

O anuário também trouxe um panorama sobre a criminalidade violenta no país. O Amazonas figura entre os nove estados brasileiros com taxas de mortes violentas intencionais abaixo da média nacional — um grupo que também inclui São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. Mesmo assim, o Fórum alerta que o Norte e o Nordeste continuam sendo palcos de intensas disputas entre organizações criminosas pelo controle de rotas estratégicas e territórios, fator que mantém os índices de segurança pública sob constante pressão.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

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