Posicionamento do líder amazonense
Após o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) recomendar que seus fiéis se afastem do movimento “Legendários”, o apóstolo Renê Terra Nova, uma das principais figuras do grupo no Amazonas, veio a público defender a iniciativa. Segundo ele, o projeto tem como foco central a restauração de homens e o fortalecimento dos vínculos familiares.
Para Terra Nova, os resultados práticos justificam a existência do grupo. “Tenho sido testemunha ocular das profundas transformações que Deus tem operado na vida de inúmeros homens. São histórias de restauração moral, cura emocional, reconciliação familiar e amadurecimento espiritual. Os frutos falam por si mesmos”, afirmou o líder religioso.
Críticas e divergências teológicas
Ao abordar as críticas recebidas, o apóstolo argumentou que muitos dos questionamentos são baseados em informações incompletas ou preconceitos. Ele rebateu a ideia de exclusividade entre denominações cristãs, sugerindo que a postura de rigidez não condiz com os ensinamentos de Jesus.
“Minha sincera sugestão é que o mandato missionário do Senhor não seja interrompido por barreiras confessionais, preconceitos ou disputas secundárias”, declarou. Para Terra Nova, o foco deve permanecer na evangelização, independente da estrutura de denominações específicas.
O impasse com a Igreja Presbiteriana
A polêmica ganhou força após o 41º Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana, realizado recentemente em Manaus. Na ocasião, a cúpula da denominação oficializou uma recomendação para que membros, diáconos, presbíteros e pastores evitem participar ou apoiar o movimento Legendários.
A justificativa da IPB é técnica: a igreja argumenta que metodologias como retiros de imersão, testes físicos exaustivos e práticas de isolamento na natureza são incompatíveis com a tradição reformada da instituição.
Em resposta à decisão da IPB, o movimento Legendários esclareceu, por meio de nota, que a deliberação não configura uma proibição formal, tratando-se, na visão deles, de uma orientação interna que deve ser gerida pela autonomia de cada igreja local.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

