Em um movimento que busca transformar a realidade social, jovens moradores de regiões periféricas estão unindo forças para garantir que suas demandas sejam pautas centrais nas próximas eleições. Para essa nova geração, o voto não é apenas um dever cívico, mas a principal ferramenta para cobrar melhorias reais nos serviços públicos que afetam diretamente o cotidiano de quem vive longe dos centros administrativos.
Voz de quem vive a realidade
Sara Lisboa, geógrafa e moradora de uma das regiões mais populosas do Distrito Federal, defende que políticas públicas eficazes só surgem quando são desenhadas por quem sente na pele a carência de transporte, saúde e educação de qualidade. Segundo ela, a gestão feita em gabinetes distantes da população muitas vezes ignora as necessidades básicas de quem reside nas periferias.
O voto como mudança estrutural
O movimento ganhou força com o lançamento da campanha ‘Perifa nas Urnas’, articulada pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). A iniciativa aposta no diálogo direto entre jovens para conscientizar sobre o poder do voto. Victor Queiroz, designer e gestor público, ressalta que quando a população compreende o impacto de sua escolha, a política deixa de ser uma abstração e se torna um instrumento de transformação estrutural.
Carta de intenções
Como resultado de dois anos de oficinas e debates, o grupo lançou uma Carta-Manifesto com propostas concretas para os candidatos. O documento, que reflete a visão de mais de 150 jovens, negros e periféricos, abrange eixos como segurança pública, cultura, mobilidade urbana descentralizada e ampliação da assistência social. A mensagem é clara: os jovens não querem ser apenas espectadores, mas autores das mudanças que desejam ver em suas comunidades.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

