Queda no VSR alivia hospitais pediátricos
O cenário epidemiológico brasileiro apresenta uma melhora significativa no combate ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite em bebês e crianças de até 2 anos. Segundo o Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a incidência do vírus está em trajetória de queda na maior parte do país, o que tem impactado diretamente na redução das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nessa faixa etária.
Estados em alerta
Embora o panorama nacional seja positivo, a atenção deve ser redobrada em regiões específicas. Atualmente, cinco unidades da Federação — Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — ainda apresentam níveis de alerta ou alto risco, com tendência de crescimento na incidência de casos de SRAG a longo prazo. Entre adultos e idosos, a tendência de queda observada é atribuída principalmente à menor circulação da influenza A.
Prevenção e cuidados
A Fiocruz reforça que a adoção de medidas básicas de higiene permanece essencial para conter a propagação de vírus respiratórios. Recomenda-se a higienização frequente das mãos, etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e o uso de máscaras em caso de sintomas, caso o isolamento domiciliar não seja possível. A vacinação em dia continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir formas graves das doenças.
Diferença de impacto por faixa etária
O levantamento aponta uma distinção clara no impacto das doenças respiratórias conforme a idade: se por um lado o VSR concentra a maior incidência de casos graves entre crianças pequenas, a taxa de mortalidade atinge seu pico na população com 65 anos ou mais. Nos idosos, o vírus influenza A é o principal causador de óbitos, reforçando a importância da adesão às campanhas de vacinação oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Balanço de 2026
Até o momento, o Brasil registrou 115.203 casos de SRAG em 2026. Entre os diagnósticos confirmados, o vírus sincicial respiratório lidera as estatísticas, respondendo por 40,2% das infecções. Na sequência, aparecem o rinovírus (30,2%), a influenza A (20,8%), a influenza B (4,5%) e a Covid-19 (4,5%). Uma parcela de 7,1% dos casos ainda aguarda resultados laboratoriais para a identificação do agente causador.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

