Futuro da democracia na pauta
Manaus sediou, na manhã desta sexta-feira (24), o Canvas de Políticas Públicas, parte da programação do projeto “Amazônia Que Eu Quero 2026”. O evento reuniu estudantes do último período de Direito para transformar debates teóricos em propostas concretas que vão compor o Caderno de Soluções desta edição.
Tecnologia e cidadania em debate
Durante a dinâmica, realizada no estande do Grupo Rede Amazônica na DSX 2026, os acadêmicos foram desafiados a pensar soluções sobre o uso de novas tecnologias no processo eleitoral, o combate à desinformação e o fortalecimento da participação popular. O foco central foi a construção colaborativa de alternativas para os desafios impostos pelo ambiente digital.
Visão crítica e novas leis
Para o cientista político Helso Ribeiro, a atividade é fundamental para fomentar o uso consciente das redes sociais como ferramentas de cidadania. Já a estudante Adrielle Frutuoso destacou uma preocupação comum entre os participantes: o descompasso entre a velocidade da tecnologia e a atualização das leis. Segundo a acadêmica, o ordenamento jurídico atual ainda precisa avançar para punir com mais eficácia a propagação de desinformação.
Legado para a Amazônia
O trabalho dos universitários não termina por aqui. Todas as propostas formuladas durante o evento serão analisadas e integradas ao Caderno de Soluções, um documento anual entregue a autoridades como um legado prático do projeto. A coordenadora da iniciativa, Ruthiene Bindá, reforça que o documento é o reflexo direto dos anseios da população amazônida para o futuro da região.
Sobre o projeto
O “Amazônia Que Eu Quero” é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica, criada em 2019 para incentivar a educação política e o diálogo regional. Em 2026, o foco principal foi o impacto das tecnologias digitais no exercício da democracia, encerrando um ciclo de debates que percorreu as capitais onde o Grupo Rede Amazônica atua.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

