Deputada defende que regras sejam aplicadas de forma igual para TVs, plataformas digitais e empresas de apostas
BRASÍLIA – A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) defendeu que a fiscalização sobre propagandas de casas de apostas esportivas seja ampliada para todas as emissoras e plataformas de comunicação do país, após a repercussão do caso envolvendo a CazéTV.
O debate ganhou força depois que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), órgão responsável por analisar questões éticas da publicidade no Brasil, recomendou, em decisão liminar, a suspensão de anúncios de bets exibidos durante transmissões da Copa do Mundo de 2026. A medida ainda será analisada pelo Conselho de Ética do órgão e não representa uma decisão definitiva.
Nas redes sociais, Erika Hilton afirmou que a fiscalização não deve atingir apenas um veículo de comunicação.
“A lei é para todos. Tem que valer para a CazéTV, para as emissoras de TV, plataformas digitais e também para as empresas de apostas”, escreveu a parlamentar.
Segundo a deputada, as regras precisam ser aplicadas de forma igualitária, evitando tratamentos diferentes entre empresas que exibem esse tipo de publicidade.
Em nota, a CazéTV informou que já havia promovido ajustes em suas campanhas e afirmou que segue as normas do Conar e da legislação brasileira, trabalhando apenas com empresas autorizadas a operar no país.
O episódio reacendeu a discussão sobre os limites da publicidade de apostas esportivas no Brasil, setor que registrou forte crescimento nos últimos anos. Enquanto o caso continua em análise, o debate sobre regras mais rígidas e fiscalização para todos os veículos de comunicação deve seguir em pauta.

