Durante a sabatina realizada pela Rede Amazônica nesta semana, o senador e candidato à reeleição, Plínio Valério (PSDB), não poupou críticas à gestão ambiental federal. O parlamentar, que busca renovar seu mandato após ser eleito em 2018 com mais de 834 mil votos, classificou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) como o “maior câncer do país”.
Desenvolvimento versus Preservação
O foco central das críticas de Valério recai sobre a incompatibilidade entre a fiscalização ambiental rígida e a realidade socioeconômica da população amazônica. Segundo o senador, é inaceitável que órgãos ambientais ignorem a sobrevivência dos moradores locais em prol de preservações extremas. Ele citou o caso de Itacoatiara, onde, segundo o candidato, vastas extensões de terra são isoladas em prejuízo de populações ribeirinhas e produtores.
O senador também direcionou ataques à ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, acusando-a de tratar a região como um “santuário intocável” e ignorar as necessidades básicas dos 30 milhões de brasileiros que habitam a Amazônia.
Zona Franca e atuação parlamentar
Sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM), o parlamentar reforçou seu compromisso com o modelo econômico. Valério defendeu que seu papel é político e estratégico, deixando as minúcias tributárias sob responsabilidade de sua equipe de consultores técnicos. “Defender a Zona Franca é entender que os empregos são o pilar da nossa economia”, afirmou.
Em sua prestação de contas, o candidato destacou a aprovação de projetos como a autonomia do Banco Central e medidas de saúde pública, além de defender uma pauta conservadora no Congresso. Entre suas bandeiras, ele reafirmou o apoio à PEC 16/2019, que propõe mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de promover o que chama de “oxigenação” do Poder Judiciário.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

