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Economia cresce 0,7% em maio, puxada por consumo das famílias, diz FGV

Brasil e Mundo Economia

Consumo das famílias impulsiona alta da economia

A economia brasileira registrou um avanço de 0,7% em maio na comparação com abril, retomando a trajetória de crescimento após a instabilidade observada nos meses anteriores. Os dados são do Monitor do PIB, divulgado nesta segunda-feira (20) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No acumulado do trimestre móvel encerrado em maio, o país registrou alta de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a variação acumulada em 12 meses atingiu 1,7%.

Sinais de alerta e perda de fôlego

Embora o resultado mensal traga otimismo, a análise de longo prazo aponta para uma desaceleração. O indicador de 12 meses, que em março marcava 3% e, no mesmo período do ano passado, chegava a 3,8%, agora apresenta um ritmo mais contido. Segundo a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o crescimento atual está excessivamente concentrado no consumo das famílias — que avançou 3,3% no trimestre, o melhor resultado desde o final de 2024. A especialista alerta que, enquanto os serviços e o consumo interno sustentam os números, a indústria perde fôlego e os investimentos e exportações demonstram fragilidade.

Exportações e investimentos sob análise

O desempenho das exportações, com alta de 4,3%, foi o menor registrado desde o segundo trimestre de 2025, impactado principalmente pelo arrefecimento da indústria extrativa mineral. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede investimentos em máquinas e equipamentos, teve expansão de 2%, alcançando uma taxa de investimento de 18,6% em maio — a segunda maior marca do ano até o momento. Em termos nominais, o PIB acumulado até maio é estimado em R$ 5,466 trilhões.

O que esperar dos próximos meses

O Monitor do PIB da FGV serve como um termômetro para a atividade econômica, antecipando tendências antes da divulgação oficial do IBGE. Enquanto o Banco Central, por meio do índice IBC-Br, registrou um crescimento mais modesto de 0,1% em maio, o mercado financeiro mantém uma expectativa de fechamento para 2026 na casa dos 1,99%, conforme aponta o último Relatório Focus. O Ministério da Fazenda é um pouco mais otimista, projetando uma alta de 2,3% para o PIB brasileiro até o final do ano. O próximo resultado oficial do IBGE, referente ao segundo trimestre, está previsto para o dia 1º de setembro.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

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