Alerta nos mercados
O mercado financeiro viveu um dia de tensão nesta sexta-feira (28). O dólar comercial voltou a subir e fechou cotado a R$ 5,19, impulsionado por um discurso mais rígido de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. A fala reforçou a preocupação com a inflação americana e aqueceu as apostas de um novo aumento nos juros da maior economia do mundo já em setembro.
Cenário doméstico e o impacto no câmbio
Por aqui, a reação foi imediata. Após abrir o dia com leve queda, a moeda americana ganhou tração e chegou a bater R$ 5,23 durante a tarde. O cenário é influenciado pelo diferencial de juros entre Brasil e EUA. Enquanto o Fed sinaliza aperto monetário, o mercado brasileiro digere os dados do Caged, que mostraram a criação de 58.568 vagas formais em julho — número abaixo do esperado. Essa desaceleração no mercado de trabalho reforça a expectativa de que o Banco Central brasileiro mantenha o ritmo de cortes na taxa Selic.
Ibovespa mantém resiliência
Mesmo com a pressão externa, a Bolsa de Valores brasileira (B3) mostrou força. O Ibovespa garantiu sua oitava sessão consecutiva de alta, fechando o dia com valorização de 0,3%, aos 175.664 pontos. O índice teve uma semana positiva, acumulando um ganho de 2,71%. Contudo, o desempenho foi bem diferente das bolsas em Nova York, que fecharam em queda diante do temor de uma política monetária mais restritiva.
Números da semana
Para o investidor, o fechamento da semana traz dados importantes:
- Dólar à vista: R$ 5,196 (alta de 0,62% no dia; 1,06% na semana).
- Ibovespa: 175.664,62 pontos (alta de 0,3% no dia; 2,71% na semana).
- Expectativa: Corte de 0,25 p.p. na Selic em setembro, para 13,75% ao ano.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

