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Dívida recorde dos EUA dispara e acende alerta global; entenda os motivos

Brasil e Mundo

O tamanho do buraco financeiro

Os Estados Unidos atingiram uma marca histórica e preocupante: a dívida pública do país superou, pela primeira vez, a casa dos US$ 40 trilhões. O crescimento vertiginoso, que dobrou desde 2017, coloca em xeque a estabilidade fiscal da maior potência econômica do planeta e gera reflexos diretos, inclusive na economia brasileira.

Por que a dívida explodiu?

Especialistas apontam uma combinação de fatores para esse cenário. A política de redução de impostos para os mais ricos, implementada durante a gestão de Donald Trump, encolheu a arrecadação federal, enquanto gastos militares bilionários continuam drenando o orçamento. A esse quadro somam-se os efeitos inflacionários causados pelos conflitos no Oriente Médio, que encareceram o petróleo, e as tarifas agressivas sobre importações, que elevaram o custo de vida e a incerteza no mercado financeiro.

O peso dos juros

Um dos pontos mais críticos é o custo para manter essa dívida. Atualmente, os EUA gastam US$ 1,1 trilhão apenas com o pagamento de juros — mais que o dobro do registrado em 2021. Esse aumento reflete não apenas o tamanho do montante, mas o chamado “risco Trump”, onde a imprevisibilidade da política externa americana afasta investidores e encarece o financiamento da dívida.

Existe risco de quebra?

Apesar do número astronômico, economistas descartam, por ora, a insolvência dos Estados Unidos. O motivo é que o dólar permanece como a principal reserva monetária do mundo e o Federal Reserve (FED) possui mecanismos para intervir na compra de títulos públicos, mantendo a engrenagem girando. Contudo, o alerta está ligado: o mundo começa a observar uma redução no uso de ativos americanos, à medida que outros países temem as sanções e a instabilidade da política econômica da Casa Branca.

Impacto no Brasil

O cenário fiscal norte-americano não é um problema isolado. Com os EUA pagando juros mais altos para se financiar, a tendência é que as taxas globais permaneçam elevadas, pressionando o Brasil a manter seus próprios juros em patamares altos para evitar a fuga de capitais. A “era do dinheiro barato” parece ter ficado para trás, dando lugar a uma fase de cautela e reajustes globais.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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