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Como o Polo Industrial de Manaus pode avançar na cadeia dos semicondutores

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O futuro do Polo Industrial de Manaus na era dos chips

Embora pareçam invisíveis, os semicondutores são o coração da vida moderna: estão em nossos celulares, motocicletas, televisores e equipamentos médicos. Com o mundo travando uma verdadeira guerra tecnológica, a autonomia econômica passou a depender da produção desses chips. Para o Polo Industrial de Manaus (PIM), o desafio é claro: como transformar a nossa imensa escala de montagem em uma participação mais estratégica na cadeia global de tecnologia?

Brasil Semicon: o combustível para a mudança

O governo federal deu um passo importante com a regulamentação do programa Brasil Semicon. Por meio do Decreto nº 13.065, foi criado um conselho gestor que permite ao BNDES e à Finep investir diretamente na expansão e modernização de empresas do setor. O foco não é apenas fabricar, mas integrar pesquisa, desenvolvimento de softwares e a formação de mão de obra qualificada. É uma tentativa de conectar o Brasil, ainda que de forma gradual, à alta tecnologia dominada pelos países asiáticos.

O papel estratégico de Manaus

Ninguém espera que o Brasil domine toda a fabricação de semicondutores da noite para o dia, mas há nichos onde o PIM pode ser protagonista. Já temos um ecossistema consolidado em automação e montagem de produtos complexos, o que nos coloca em uma posição realista para atuar em design de chips, sensores, memórias e integração de módulos. O exemplo da Zilia Technologies, com sua fábrica de módulos de memória em Manaus, mostra que já estamos no caminho, ainda que o desafio seja elevar o valor tecnológico do que entregamos aqui.

Lições globais e o desafio da escala

Enquanto o Brasil organiza sua casa, o mundo corre em velocidade máxima. Na China, gigantes do setor de memórias captam bilhões de dólares no mercado de capitais, consolidando projetos estratégicos. Já o Vietnã, nosso concorrente direto em montagem eletrônica, articula parcerias internacionais para atrair investimentos e formar milhares de engenheiros. Isso reforça que o financiamento público brasileiro é um começo, mas o sucesso dependerá da nossa capacidade de conectar essa política nacional às demandas reais do que é produzido nas fábricas amazonenses.

Pelo valor, não apenas pelo volume

A pergunta que fica para o Polo Industrial de Manaus não é se conseguiremos fabricar todos os tipos de chips, mas sim como aproveitar nossa força industrial para subir um degrau. Manaus não pode mais ser apenas um grande mercado consumidor de componentes importados. Precisamos integrar o PIM às novas etapas de valor tecnológico, garantindo que o “feito em Manaus” signifique, cada vez mais, tecnologia de ponta e inovação reconhecida globalmente.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

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