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Caso Geovana: Entenda a cronologia do crime que chocou Manaus e a espera pelo júri popular

Amazonas

O assassinato da jovem Geovana Costa Martins, de apenas 20 anos, tornou-se um dos casos mais brutais e emblemáticos da crônica policial amazonense recente. A babá, que trabalhava na casa de Camila Barroso, foi vítima de um esquema de exploração sexual e cárcere privado que culminou em sua morte trágica em agosto de 2024.

A teia de horrores

A investigação revelou que, por trás da fachada de uma relação de trabalho comum, Geovana era mantida em um ambiente de medo. A polícia aponta que Camila Barroso utilizava o nome de facções criminosas para intimidar a jovem, impedindo qualquer tentativa de fuga ou contato com a família. O cenário era de extrema violência: a residência, localizada no bairro Petrópolis, funcionava como ponto de prostituição forçada.

A tecnologia como peça-chave

O divisor de águas nas investigações foi a nuvem de armazenamento do celular da vítima. Após o desaparecimento de Geovana, a família conseguiu acessar fotos que ela mesma tirou, nas quais aparecia com graves hematomas no rosto. Essas imagens, capturadas no dia em que foi morta, foram provas fundamentais para desmantelar a narrativa dos suspeitos.

Cronologia do crime e impunidade

Após ser torturada e morta por traumatismo craniano dentro da residência, o corpo de Geovana foi descartado em uma área de mata no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. O transporte foi realizado com o auxílio de comparsas, incluindo Eduardo Gomes da Silva, que higienizou o carro utilizado para ocultar o cadáver.

Desde a prisão preventiva de Camila — que tentou fugir para a Europa logo após o crime — até a conversão de sua pena para prisão domiciliar por ter uma filha menor, o caso gerou grande revolta na sociedade amazonense. Agora, com a decisão da Justiça pelo júri popular, a família espera que os acusados sejam julgados pelos crimes de homicídio e exploração sexual.


Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

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