A apresentação do Boi-Bumbá Galante no 68º Festival Folclórico do Amazonas, no último sábado (8), ficou muito abaixo da expectativa dos torcedores. O grupo realizou um espetáculo reduzido, com menos de 30 minutos de duração, após um atraso superior a uma hora e meia no cronograma oficial no Sambódromo de Manaus.
Falta de verba ou problemas internos?
Enquanto o público lamentava a ausência de alegorias e setores fundamentais na arena, a diretoria do Galante justificou o ocorrido apontando a falta de recursos para logística e transporte da estrutura final. Segundo o presidente da agremiação, Gilson Nascimento, embora a pré-produção, cenários e fantasias estivessem prontos, não houve verba disponível para operacionalizar a chegada de todos os elementos ao local do evento.
O contraponto do Governo
Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC) rebateu as alegações da agremiação. A pasta afirmou que o repasse de R$ 150 mil foi efetuado integralmente no dia 23 de julho e que o atraso foi causado exclusivamente por questões administrativas internas do próprio boi. A Secretaria reiterou que cumpriu com todos os apoios institucionais previstos.
Atitude emocionante da Rainha
Mesmo diante do cenário desolador, a Rainha do Folclore, Marryeth Figueiredo, protagonizou um momento de resistência cultural. Mesmo sem estar com a indumentária oficial, ela entrou na arena ao ver parte das alegorias sendo montadas, reforçando seu compromisso com a arte e com a história do Galante, em uma apresentação simbólica que comoveu quem estava presente no Sambódromo.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

