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Após rompimento político, aliados de Alessandra Campello são exonerados da SEAS e protestam na sede da AADESAM

Política

MANAUS – O rompimento político entre a deputada estadual Alessandra Campello e o governador Roberto Cidade já começa a produzir reflexos na estrutura do Governo do Amazonas. Dias após protagonizar um duro embate na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), trabalhadores ligados ao grupo político da parlamentar foram exonerados da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (SEAS).

Na última semana, Alessandra Campello entrou em confronto com a base governista durante a sessão extraordinária que discutia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fundo de Fomento às Micro e Pequenas Empresas (FMPES). Na ocasião, a deputada criticou a condução dos trabalhos pelo presidente da Aleam, Adjuto Afonso, acusando a Mesa Diretora de desrespeitar as prerrogativas da Primeira Secretaria da Casa. O episódio consolidou o rompimento político entre a parlamentar e o Governo do Estado.

Nos bastidores da política amazonense, Campello passou a integrar a oposição ao governo e deverá compor o grupo político liderado pelo senador Omar Aziz nas eleições de 2026, enquanto Roberto Cidade é apontado como o nome do grupo governista para disputar a reeleição ao Governo do Amazonas.

Poucos dias após o agravamento da crise política, dezenas de trabalhadores que atuavam na SEAS foram desligados. Segundo fontes ouvidas pelo Portal AM Direto, a determinação foi exonerar profissionais identificados com o grupo político da deputada Alessandra Campello, após o rompimento entre a parlamentar e o Governo do Estado.

Na manhã desta segunda-feira (6), o clima ficou tenso na sede da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM). Ex-trabalhadores realizaram um protesto cobrando explicações sobre as exonerações e o pagamento de seus direitos trabalhistas. Vídeos obtidos pelo Portal AM Direto mostram momentos de revolta, discussões e cobranças durante a manifestação.

Embora os profissionais exercessem suas atividades na SEAS, a AADESAM é responsável pela gestão administrativa dos contratos, motivo pelo qual os ex-funcionários procuraram a agência em busca de esclarecimentos.

Durante o protesto, os ex-trabalhadores fizeram uma série de denúncias sobre a forma como ocorreram os desligamentos. Segundo relatos dos próprios ex-funcionários, alguns profissionais teriam sido orientados a assinar documentos com datas retroativas após o encerramento dos contratos. Eles também afirmam que trabalhadores afastados por problemas de saúde, com atestados médicos apresentados, teriam sido incluídos na lista de exonerações. As alegações aumentaram a revolta dos manifestantes, que cobram transparência e dizem que pretendem buscar as medidas cabíveis para garantir seus direitos.

Os trabalhadores afirmam que foram surpreendidos com as demissões e denunciam perseguição política. Segundo eles, os desligamentos ocorreram logo após o rompimento entre Alessandra Campello e o Governo do Amazonas, levantando questionamentos sobre os critérios adotados para as exonerações.

As demissões aumentaram a tensão nos bastidores da política estadual e reacenderam o debate sobre a influência das mudanças de alianças políticas na permanência de profissionais vinculados à administração pública. O caso também amplia a crise política entre o grupo governista e a deputada Alessandra Campello, que nas últimas semanas passou a fazer duras críticas à condução do governo e da Assembleia Legislativa.

O Portal AM Direto mantém o espaço aberto para manifestação do Governo do Amazonas, da Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (SEAS) e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (AADESAM) sobre os fatos relatados nesta reportagem.

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