Manaus atingiu um nível crítico nesta terça-feira (1º). Pelo segundo dia consecutivo, a capital amazonense superou a própria marca e registrou 37,6ºC, consolidando-se como o dia mais quente de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O verão amazônico sob pressão
O recorde desta terça-feira deixou para trás os 37,3ºC marcados na segunda-feira (31). A sequência de calor extremo acende um alerta para a população, que tem sentido o impacto direto do chamado verão amazônico potencializado pelo fenômeno El Niño.
Por que Manaus está ‘fervendo’?
Especialistas explicam que, embora o calor seja sazonal, a forma como a cidade se desenvolveu agrava a situação. A combinação de falta de arborização, excesso de concreto e asfalto — que atuam como esponjas de calor — impede o resfriamento natural do ambiente. A ausência de vegetação retira a umidade que ajudaria a amenizar a radiação solar direta.
O papel do urbanismo e do clima
A meteorologista Andrea Ramos aponta que a transformação urbana é um fator decisivo. A pavimentação densa bloqueia a infiltração da água no solo e a verticalização desordenada cria barreiras que impedem a circulação das brisas que viriam dos rios Negro e Amazonas. O alerta da ciência é claro: sem políticas públicas urgentes de arborização e planejamento urbano, Manaus enfrentará ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

