Seca histórica na capital amazonense
O mês de agosto entrou para a história de Manaus como o mais seco das últimas quatro décadas. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a capital registrou um volume irrisório de apenas 2,4 milímetros de chuva durante todo o período, número superado apenas pelos 1,6 milímetros registrados em 1986.
A influência do El Niño
Especialistas apontam o fenômeno El Niño como o principal motor desse cenário crítico. O pesquisador do INPA, Renato Senna, explica que a interação entre oceano e atmosfera tem provocado a subsidência do ar, impedindo a formação de nuvens e acelerando o aquecimento na região amazônica.
Impactos nos rios e no cotidiano
O comportamento do Rio Negro já acende um alerta vermelho, apresentando uma trajetória de descida das águas muito similar à observada durante a seca histórica de 2023. A previsão é de que o fenômeno se intensifique até o final do ano, com o El Niño atingindo seu ápice entre outubro e dezembro.
Previsão de calor e atraso nas chuvas
O efeito prático para o amazonense é o atraso esperado no início da estação chuvosa. Enquanto as pancadas rápidas características do fim de ano tardam a chegar, Manaus continua a registrar recordes de temperatura. Na última segunda-feira (31), a cidade marcou 37,3ºC, a maior temperatura do ano, e a expectativa é que o calor intenso permaneça constante ao longo de setembro, afetando especialmente municípios como Manaus, Parintins e Nhamundá.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

