Uma operação de resgate em larga escala mobiliza o Nepal e conta com o auxílio de especialistas da China e da Índia. As equipes lutam contra o tempo para localizar centenas de pessoas que permanecem presas dentro de túneis de projetos hidrelétricos, soterrados após uma devastadora enchente que atingiu a região do Himalaia na última semana.
Cenário de destruição
O desastre foi desencadeado pelo colapso de uma geleira, provocando uma enxurrada sem precedentes de gelo, rochas e detritos que devastou vilarejos inteiros na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Até o momento, o número de vítimas confirmadas já ultrapassa 900, enquanto milhares de pessoas seguem na lista de desaparecidos.
Resgate sob extrema dificuldade
O foco das autoridades nepalesas está voltado para 11 usinas hidrelétricas, onde cerca de 933 trabalhadores teriam ficado encurralados em túneis. O trabalho das equipes é árduo: com o auxílio de máquinas de terraplenagem, explosões controladas e iluminação artificial, socorristas tentam abrir caminho em meio a toneladas de lama. A instabilidade do terreno e o risco constante de novas inundações — causadas pelo transbordamento de lagos formados pelo desastre — têm forçado a interrupção das buscas em diversos momentos.
Alerta climático
O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, classificou o evento como um desastre natural devastador e sem precedentes. Analistas apontam que a intensa busca por energia limpa, que resultou no boom de hidrelétricas na região montanhosa nas últimas décadas, agora coloca o país diante de um desafio colossal, exacerbado pelos efeitos visíveis das mudanças climáticas globais.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

