O mercado de trabalho brasileiro apresentou sinais de freada no mês de julho. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criados 58.568 novos postos de trabalho com carteira assinada. O número representa uma queda expressiva de 57,3% em comparação com junho, refletindo os impactos da economia nacional.
Setores que mais contrataram
Apesar da desaceleração geral, quatro dos cinco setores analisados fecharam o mês no azul. O setor de Serviços liderou as contratações, com 24.098 novas vagas, impulsionado especialmente pelos segmentos de transporte e saúde humana. A Construção Civil (+12.691), a Agropecuária (+12.523) e a Indústria (+11.315) completaram o ranking positivo. Na contramão, o Comércio foi o único a registrar saldo negativo, com o fechamento de 8.114 postos, comportamento comum para o período.
Desempenho regional
Quatro das cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na geração de empregos. O Sudeste liderou o ranking com 21.668 novas vagas, seguido pelo Nordeste, com 18.973. A região Norte também apresentou resultado favorável, com a criação de 8.375 empregos. Em contrapartida, o Sul registrou uma leve queda, com 628 postos a menos.
Tendência de queda
O acumulado de 2026 reforça o cenário de cautela. De janeiro a julho, o Brasil somou 972.203 vagas formais, uma redução de 20,9% em relação ao mesmo período de 2025, que registrou mais de 1,2 milhão de novas contratações. Especialistas apontam que a combinação de juros elevados e a desaceleração da economia nacional tem pressionado os indicadores de empregabilidade no país.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

