A cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, inaugurou esta semana o emblemático “Banco Vermelho” na Praça dos Ossos. A iniciativa faz parte do projeto “Búzios por Elas”, uma ação da Secretaria Municipal da Mulher que busca fortalecer a rede de proteção e facilitar o acesso a informações essenciais de segurança para a população feminina.
Um marco na história
A localização do monumento não foi escolhida por acaso. O banco foi instalado na Praia dos Ossos, local que carrega a memória de um dos crimes que mudou a história do Brasil: o assassinato da socialite Ângela Diniz, a “Pantera de Minas”, morta pelo companheiro em 1976. O local agora serve como um espaço de reflexão e resistência contra a violência de gênero.
O crime que chocou o país
O caso Ângela Diniz tornou-se um divisor de águas no debate sobre feminicídio. Após um primeiro julgamento polêmico, onde a defesa utilizou a controversa tese de “legítima defesa da honra”, o clamor popular e a mobilização dos movimentos feministas foram fundamentais. O caso deu origem ao icônico lema “quem ama não mata”, forçando a anulação do primeiro veredito inicial e resultando em uma condenação de 15 anos para o assassino.
Pacto contra a violência
Mais do que uma homenagem, o Banco Vermelho em Búzios simboliza o compromisso da cidade com a prevenção e o enfrentamento contínuo ao feminicídio. A instalação serve como um alerta visual constante para que o legado de luta de Ângela Diniz e de tantas outras vítimas não seja esquecido, reforçando a importância de uma sociedade que não tolera a violência contra a mulher.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

