Em uma medida drástica de ajuste fiscal, o governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a exoneração de 6.145 servidores comissionados. A decisão, que faz parte de uma auditoria rigorosa, visa combater o desperdício de recursos públicos e ajustar a máquina administrativa herdada da gestão anterior.
Fim da farra dos fantasmas
A investigação revelou que grande parte dos exonerados sequer possuía acesso aos sistemas internos do Estado, como o SEI. Muitos desses funcionários atuavam como verdadeiros ‘fantasmas’, aparecendo nas repartições apenas uma vez ao mês, exclusivamente para assinar a folha de ponto e garantir o pagamento.
Eficiência e novos cortes à vista
A economia prevista de R$ 221 milhões até dezembro é apenas o primeiro passo. O governo reforçou que novas exonerações podem ocorrer à medida que a Controladoria Geral do Estado finalize as auditorias em diversos órgãos. Para preencher cargos essenciais, a gestão tem priorizado servidores de carreira, que agora passam por uma avaliação criteriosa do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Enxugamento da máquina estatal
Além das demissões, a estrutura governamental também encolheu. O número de secretarias caiu de 32 para 28, através da fusão de pastas. A gestão interina, sob o comando do desembargador Ricardo Couto, assumiu o Executivo fluminense em março de 2026, logo após a renúncia de Cláudio Castro, que teve sua inelegibilidade confirmada pelo TSE até 2030.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

