oi orelhao jfcrz abr 0302220439

Crise nas telecomunicações: Justiça decreta falência da Oi pela segunda vez

Brasil e Mundo

A saga da Oi parece ter chegado a um capítulo decisivo. Nesta terça-feira (25), a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou, por unanimidade, a falência da operadora de telefonia. O veredito A decisão derruba os recursos apresentados por grandes bancos credores, como Bradesco e Itaú, e marca a segunda vez em menos de um ano que o Judiciário reconhece a insolvência da companhia.

Um cenário de dívidas bilionárias

O histórico recente da empresa é marcado por instabilidades. Em novembro de 2025, uma medida semelhante já havia sido tomada, mas acabou suspensa por recursos judiciais que tentavam evitar o colapso. No entanto, o fôlego financeiro não foi suficiente: a Oi não conseguiu honrar um passivo monumental estimado em R$ 44 bilhões, que afeta cerca de 164 mil credores.

Foco na proteção trabalhista e patrimonial

A desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, responsável pela decisão, enfatizou que o processo de falência deverá priorizar, acima de tudo, o resguardo dos direitos trabalhistas e constitucionais dos funcionários. Para conduzir o trâmite, foram nomeados o advogado Bruno Rezende como administrador judicial, além de Adriano Pinto Machado e o escritório Sergio Zveiter, que atuarão na gestão do processo.

A disputa pelos ativos

Com a falência decretada, a atenção do mercado se volta para o que sobrou da estrutura da operadora. Especialistas apontam que a grande batalha jurídica agora será identificar quais ativos da empresa possuem liquidez real para quitar as dívidas. O momento é de incerteza, com uma verdadeira corrida entre credores para tentar garantir fatias do patrimônio remanescente da companhia.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *