Diplomacia sob tensão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve, nesta sexta-feira (21), uma conversa direta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante o diálogo, que durou pouco mais de uma hora, Lula rebateu as justificativas americanas para o recente aumento de tarifas contra produtos brasileiros. Segundo o mandatário brasileiro, as alegações dos EUA — que envolvem desde o combate ao desmatamento até o uso do Pix e questões de propriedade intelectual — são infundadas e prejudicam a economia de ambas as nações.
Foco na Amazônia e segurança
Um dos pontos cruciais da conversa foi a cooperação internacional. O presidente brasileiro destacou os avanços do país no combate ao crime organizado, citando diretamente a atuação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, sediado em Manaus. Lula defendeu que a asfixia financeira contra facções, que já alcançou R$ 17 bilhões em apreensões, é o caminho correto, diferenciando o crime organizado de grupos terroristas.
Cenário Global e ONU
Além das pautas bilaterais, os líderes discutiram os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Diante da inércia do Conselho de Segurança da ONU, Lula propôs uma reunião extraordinária para buscar soluções diplomáticas. O presidente reforçou sua visão de que o papel de um grande líder é ser um construtor da paz, encerrando o diálogo com a expectativa de uma nova rodada de negociações entre as equipes diplomáticas de Brasília e Washington.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

