Uma nova era na vigilância prisional
O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia suas atividades ainda em agosto. A estrutura nasce com uma missão clara: unificar os órgãos de inteligência das polícias penais de todo o país para impedir que o crime organizado continue comandando ações delituosas de dentro das celas.
Integração contra o crime organizado
O Cnip faz parte do programa ‘Brasil Contra o Crime Organizado’ e será o pilar da Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen). A ideia é monitorar crises e consolidar dados em tempo real, permitindo uma resposta rápida e articulada entre o Governo Federal e as secretarias estaduais de administração penitenciária.
Guerra aos celulares nos presídios
Um dos focos principais da nova gestão é o combate à entrada de aparelhos telefônicos nos presídios, peças-chave na comunicação do crime. Segundo o ministro Wellington César Lima e Silva, o celular é um vetor essencial para a continuidade de crimes como roubos, furtos e receptação. ‘Precisamos romper o ciclo do crime’, afirmou.
Resultados e fiscalização
Os dados demonstram que a pressão sobre esse mercado já traz reflexos. A Operação Última Chamada, realizada entre 10 e 19 de agosto, resultou na recuperação de mais de 6 mil celulares e na prisão de 97 pessoas. Além disso, entre maio e agosto, operações conjuntas em 295 unidades prisionais apreenderam mais de 2,2 mil aparelhos, provando que a integração das forças é o caminho para reduzir a criminalidade que afeta diretamente a segurança do cidadão nas ruas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

