Impasse salarial trava a cidade
A manhã desta quinta-feira (20) foi marcada por grandes transtornos em Manaus. Trabalhadores do transporte especial do Polo Industrial (PIM) decidiram cruzar os braços e paralisar as rotas que levam funcionários às fábricas. A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 3% oferecida pelo setor patronal, desencadeando um movimento que afeta a mobilidade em diversos pontos estratégicos da capital.
Pontos de bloqueio
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), a mobilização ocorre em 12 locais diferentes. Entre as áreas mais afetadas estão a Avenida Grande Circular, as proximidades da Suframa e a bola da Samsung, na Zona Leste. Na Zona Norte, o fluxo está comprometido nas avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós, enquanto na Zona Oeste, os manifestantes ocupam trechos da Avenida Pedro Teixeira e a cabeceira da Ponte Rio Negro.
Pauta de reivindicações
Além de um reajuste salarial digno, os trabalhadores exigem a redução da jornada de trabalho, melhores condições laborais e o reajuste do auxílio-alimentação. A categoria alega que acumula perdas salariais significativas nos últimos anos e que o diálogo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetran) não avançou.
Impacto na rotina
O reflexo imediato da paralisação foi sentido pelos funcionários das fábricas, que foram pegos de surpresa. Sem transporte, muitos relataram incerteza sobre como chegarão aos postos de trabalho. Órgãos como o IMMU, Cieam e Fieam foram procurados pela reportagem para comentar os impactos no trânsito e na produção industrial, mas não enviaram respostas até o momento.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

