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Cimi aponta Amazonas como o estado com maior número de mortes de crianças indígenas no Brasil

Amazonas

O Amazonas ocupa uma posição preocupante no cenário nacional. Segundo o relatório “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil”, divulgado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o estado registrou 306 mortes de bebês e crianças de até quatro anos em 2025. O número coloca o Amazonas no topo do ranking brasileiro, concentrando quase um terço de todos os óbitos dessa faixa etária contabilizados no país, que somaram 1.024 casos.

Causas que poderiam ser evitadas

O levantamento destaca um dado alarmante: 57% dessas mortes no Brasil ocorreram por condições plenamente evitáveis. Entre os principais fatores estão complicações respiratórias, como gripe e pneumonia, doenças intestinais infecciosas e quadros severos de desnutrição. O cenário no Amazonas supera estados como Roraima e Mato Grosso, evidenciando uma crise persistente na assistência à saúde básica nas aldeias.

Violência contra a vida e suicídios

Além da mortalidade infantil, o relatório traz indicadores graves sobre a segurança dos povos originários. O Amazonas liderou as estatísticas de suicídios de indígenas em 2025, com 77 casos registrados. No campo da violência letal, foram 47 assassinatos, posicionando o estado como um dos locais mais perigosos para a sobrevivência e integridade física dessas populações.

Conflitos por terra e omissão estatal

A insegurança nas terras indígenas é agravada pela morosidade na demarcação e pelo avanço de invasões. O Cimi contabilizou centenas de casos de exploração ilegal de recursos naturais e invasões possessórias. O relatório ainda aponta que grande parte dos territórios indígenas no Brasil segue sem a regularização fundiária concluída, tornando essas áreas vulneráveis a disputas jurídicas e pressões políticas, como as que cercam a discussão sobre o Marco Temporal.


Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

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