O Amazonas apresenta um cenário mais otimista no combate às doenças respiratórias neste ano. Dados do painel epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) revelam uma redução drástica de 92% no número de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 1º de janeiro e 4 de agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Crianças são o grupo mais vulnerável
Embora a mortalidade tenha caído significativamente, a preocupação das autoridades de saúde volta-se para o público infantil. Crianças de até 4 anos representam mais de 60% de todas as infecções virais confirmadas no estado. Os menores de um ano lideram isoladamente o ranking de internações, com 621 casos, seguidos pela faixa de 1 a 4 anos, com 392 registros.
Os vírus que mais circulam no estado
O monitoramento aponta que o Rinovírus é o principal causador de internações em 2026, com 549 diagnósticos, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 438 casos. A Influenza e a COVID-19 somam, juntas, menos de 250 ocorrências. Os sintomas mais comuns relatados nas unidades de saúde são tosse, dificuldade para respirar e febre.
Manaus concentra a maioria dos casos
Geograficamente, a capital amazonense responde pela maioria das notificações, com 937 dos 1.280 casos registrados. No interior, cidades como Eirunepé, Ipixuna, Manacapuru e Guajará aparecem com os maiores números. É importante ressaltar que 34% dos pacientes internados apresentavam comorbidades, sendo a asma a condição mais comum entre os pacientes que desenvolveram formas graves da doença.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

