Um novo olhar no atendimento policial
A Polícia Civil do Rio de Janeiro deu um passo importante na proteção dos direitos das mulheres. Com a criação do programa ‘Salas Lilás’, a corporação estabeleceu diretrizes rígidas para a implementação de espaços especializados dentro de delegacias e unidades do Instituto Médico Legal (IML). O objetivo é garantir que vítimas de violência de gênero sejam atendidas com a dignidade e o acolhimento que o momento exige.
Humanização e redução da dor
A medida busca combater a chamada revitimização — quando a mulher é exposta ao sofrimento repetidas vezes durante o processo de denúncia. A iniciativa segue os preceitos da Convenção de Belém do Pará, garantindo um ambiente que respeite a integridade emocional da vítima desde o primeiro contato com as autoridades.
Como funcionam as novas estruturas
A escolha dos locais para as novas Salas Lilás será baseada em dados técnicos. Regiões com maior índice de feminicídio, violência doméstica e estupros terão prioridade na instalação desses ambientes, que são desenhados para acolher a mulher de forma completa.
Estrutura em três etapas
Cada unidade será composta por três ambientes integrados para assegurar a eficiência e o cuidado no atendimento:
Sala de Espera: Projetada para oferecer conforto, conta com materiais informativos e um espaço lúdico dedicado às crianças que acompanham as mães.
Sala de Atendimento: O coração do projeto, onde profissionais capacitados realizarão o acolhimento, o registro da ocorrência e o encaminhamento ágil das medidas protetivas de urgência.
Sala de Exames: Um espaço exclusivo e reservado para os procedimentos médico-legais, garantindo a privacidade total da vítima durante a coleta de provas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

