Um apelo internacional por justiça
A organização internacional Human Rights Watch (HRW) deu um passo decisivo na busca por justiça para as vítimas do episódio conhecido como ‘Massacre do Rio Abacaxis’. A entidade enviou um pedido formal à Organização das Nações Unidas (ONU) para que o organismo acompanhe de perto o caso, que envolve graves denúncias de tortura, desaparecimentos e mortes durante uma operação policial em 2020, no interior do Amazonas.
Quase seis anos de espera
O documento, endereçado ao relator especial da ONU sobre Execuções Extrajudiciais, Morris Tidball-Binz, destaca a indignação com a falta de responsabilização dos envolvidos. Quase seis anos após os eventos ocorridos em Nova Olinda do Norte e Borba, nenhuma autoridade ou policial foi punido. A HRW solicita que o governo brasileiro preste esclarecimentos sobre a paralisia das investigações e a demora na conclusão do processo.
O histórico de violência
O caso teve início em agosto de 2020, quando a operação ‘Lei e Ordem’, conduzida pela Secretaria de Segurança Pública e pela Polícia Militar do Amazonas, foi deflagrada na região. Segundo o relatório da HRW, baseado em evidências coletadas, a ação resultou em pelo menos seis mortes — incluindo indígenas Munduruku, uma mulher e um adolescente de 15 anos — além de casos de tortura e desaparecimento forçado.
Falhas nas investigações
A organização aponta uma série de irregularidades que dificultaram a apuração dos fatos. Entre elas, a substituição frequente do delegado federal responsável pelas investigações — que ocorreu seis vezes sem justificativas — e o impasse jurídico sobre a competência para julgar os 13 acusados, incluindo ex-membros da cúpula da segurança pública do estado. O ‘AM Direto’ tentou contato com o Governo do Amazonas e o Ministério da Justiça, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

