09 07 2020 teletrabalho 5

Setor de seguros no Brasil: maioria feminina não alcança o topo da carreira

Brasil e Mundo

Ocupam as vagas, mas não a chefia

As mulheres compõem a maioria da força de trabalho no mercado de seguros e previdência privada no Brasil, mas essa realidade não se traduz em poder. Uma pesquisa inédita da Superintendência de Seguros Privados (Susep), através da ferramenta FeMa Meter, revela que, embora as profissionais sejam maioria operacional, elas ainda enfrentam barreiras significativas para chegar aos cargos de liderança e conselhos de administração.

Dados que revelam o abismo

Os números expõem a disparidade: mulheres ocupam 54,4% das vagas totais no setor, contudo, esse percentual cai drasticamente para 28,5% quando se trata de gestão executiva. A situação é ainda mais crítica nos conselhos de administração, onde elas representam apenas 18,5% das cadeiras. O estudo deixa claro que, quanto maior o nível hierárquico, menor a presença feminina, evidenciando um desequilíbrio persistente nas decisões estratégicas das empresas.

Perfil de consumo

Além da desigualdade profissional, o levantamento aponta que as mulheres também contratam menos produtos de seguro e previdência privada em comparação aos homens. Para a Susep, entender esse comportamento é fundamental para criar estratégias que promovam uma maior inclusão financeira e ofereçam produtos mais alinhados às necessidades do público feminino.

Pela equidade no mercado

A pesquisa, que analisou 142 empresas do setor, faz parte do plano de regulação da Susep para 2025. O objetivo central é coletar dados sólidos que fundamentem políticas públicas voltadas à equidade, visando transformar o mercado securitário em um ambiente mais justo e inclusivo, tanto para quem trabalha nele quanto para quem utiliza os seus serviços.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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