Multa milionária por poluição no Amazonas
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou uma multa de R$ 22,5 milhões à Mineração Taboca S.A. A punição foi motivada pelo lançamento de resíduos acima dos limites permitidos em um rio localizado no município de Presidente Figueiredo, no interior do estado. A área degradada fica nas proximidades da Terra Indígena Waimiri Atroari, um território que estava sob monitoramento rigoroso após sucessivas denúncias de crimes ambientais.
Irregularidades no Complexo do Pitinga
A infração foi flagrada durante uma operação conjunta do Ipaam, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Ibama, dentro do Complexo Polimetálico do Pitinga. As equipes constataram que o Rio Tiaraju, importante afluente do Rio Alalaú, apresentava coloração alterada e alta turbidez, reflexo direto do descarte irregular de efluentes da mineradora. Lideranças do povo Waimiri Atroari acompanharam a vistoria, apontando os pontos mais sensíveis e os locais onde a vida comunitária tem sido severamente afetada.
Saúde e meio ambiente em risco
A fiscalização atende a uma pressão do Ministério Público Federal (MPF), que interveio após alertas da comunidade indígena. Relatos locais indicaram alterações preocupantes na cor e no sabor da água, além de episódios de morte de peixes, quelônios e peixes-boi. Além do impacto à fauna, moradores da região denunciaram casos de alergias e problemas de pele após o contato com a água contaminada.
Metais pesados nos rios
Laudos técnicos, encomendados pela Associação Comunidade Waimiri-Atroari (ACWA), confirmaram o temor dos indígenas. As análises detectaram a presença de metais pesados, incluindo alumínio, chumbo e mercúrio, em concentrações que superam os limites permitidos pela legislação brasileira. Todo esse material foi anexado ao processo administrativo que resultou na autuação da mineradora.
O que diz a empresa
Notificada, a Mineração Taboca S.A. tem o prazo de 20 dias para quitar a multa ou apresentar defesa administrativa. Em nota, a companhia afirmou que recebeu o auto de infração e que contestará a decisão, argumentando que a medida não comprova, por si só, um dano ambiental definitivo. A empresa sustenta que os problemas observados estariam restritos à sua área operacional e não dentro do território indígena, reafirmando que mantém monitoramento constante de suas atividades.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

