O Ministério da Fazenda oficializou, nesta terça-feira (28), as diretrizes para o quinto leilão do programa Eco Invest Brasil. O Manual Operacional divulgado estabelece as regras para instituições financeiras interessadas em financiar projetos de inovação tecnológica voltados à transição ecológica e ao desenvolvimento industrial do país.
Foco em setores estratégicos
Esta nova rodada prioriza a inovação em seis cadeias produtivas essenciais para a economia brasileira. São elas: fertilizantes verdes, combustíveis sustentáveis avançados, automação e inteligência artificial aplicada à produção, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e armazenamento de energia, além da química verde e circularidade de resíduos minerais. A iniciativa busca fortalecer a competitividade da indústria nacional e acelerar o processo de descarbonização.
Diversificação de mecanismos financeiros
Para contemplar diferentes níveis de maturidade tecnológica — desde o campo da pesquisa até a escala comercial — o programa introduz três novos instrumentos. O leilão prevê o aporte em fundos de inovação especializados, a oferta de crédito corporativo para projetos já maduros e a destinação de recursos não reembolsáveis para startups, universidades e centros de pesquisa científica. O objetivo é criar uma ponte entre o meio acadêmico e o setor produtivo.
Como participar do programa
As instituições financeiras que desejam integrar esta rodada devem seguir rigorosamente os critérios de habilitação e os prazos descritos no Manual Operacional. Toda a documentação técnica e os procedimentos para o envio de propostas estão disponíveis para consulta no portal oficial do Tesouro Nacional.
O modelo de atração de capital
O Eco Invest Brasil utiliza o conceito de blended finance (financiamento misto), no qual o governo atua como redutor de riscos para atrair o setor privado. Coordenado pela Fazenda e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo do Reino Unido, o programa é um pilar central do Plano de Transformação Ecológica brasileiro.
Balanço e resultados
O programa tem demonstrado força na mobilização de capital nos últimos anos. Nas três primeiras edições, foram captados R$ 127 bilhões — sendo R$ 56 bilhões provenientes de fontes estrangeiras — contemplando 41 projetos. Já o quarto leilão, realizado em maio, somou R$ 13,2 bilhões em novos investimentos, com um destaque importante de R$ 9 bilhões direcionados especificamente à região da Amazônia Legal. Com a quinta rodada, a expectativa é consolidar o Brasil como um destino estratégico para a economia de baixo carbono.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

