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Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana

Brasil e Mundo Economia

Dólar fecha estável, enquanto Ibovespa encerra a semana em queda

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (24) sob forte influência de um cenário global conturbado. Entre a cautela com novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e as incertezas geopolíticas no Oriente Médio, o dólar manteve a estabilidade, enquanto a Bolsa de Valores brasileira (Ibovespa) recuou mais de 1,5%, pressionada pela desvalorização do petróleo.

Confira os principais indicadores do dia:

• Dólar: R$ 5,081 (-0,06%), acumulando queda de 0,58% na semana;

• Ibovespa: 174.041 pontos (-1,52%), com alta semanal de 0,19%;

• Petróleo Brent: US$ 96,78 por barril (-3,88%);

• Petróleo WTI: US$ 89,31 por barril (-3,12%).

Câmbio sob influência externa

O dólar comercial iniciou o pregão cotado a R$ 5,09 e chegou a ser negociado a R$ 5,04 durante a metade do dia, mas perdeu força ao longo da tarde, fechando praticamente inalterado a R$ 5,081. A moeda foi impactada principalmente pelas tarifas de 10% a 12,5% aplicadas pelos EUA a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, e pela possibilidade de retomada de negociações entre Washington e Teerã.

Apesar do ambiente externo adverso, o real manteve um desempenho superior a outras moedas de países emergentes. O diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, somado ao fato de o país ser um exportador líquido de petróleo, continuou a atrair o capital estrangeiro, sustentando a moeda local.

Ibovespa sente pressão das commodities

A Bolsa brasileira terminou o dia na mínima, aos 174.041 pontos. O recuo foi puxado pela realização de lucros no setor de petroleiras, após a forte alta recente da commodity, e pela desvalorização de mineradoras, que acompanharam o minério de ferro. O setor bancário também operou no vermelho diante da menor entrada de recursos estrangeiros no mercado nacional.

Embora a notícia sobre as novas tarifas americanas tenha pesado sobre o sentimento do investidor, analistas avaliam que o mercado já havia antecipado grande parte desse impacto nas últimas semanas, limitando uma queda ainda mais acentuada.

Petróleo recua após disparada

O mercado de energia viveu um dia de correção. Após o petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100 por barril na quinta-feira, a cotação cedeu nesta sexta diante da expectativa de que a China, com o apoio do Paquistão, possa mediar um diálogo diplomático para reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã.

Apesar da queda no preço, o clima de cautela permanece. O setor continua monitorando de perto os riscos de abastecimento global, uma vez que o tráfego no Estreito de Ormuz segue reduzido e os ataques de houthis no Mar Vermelho continuam ameaçando as principais rotas marítimas de transporte de combustível.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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