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Casa Paraty será palco da cultura caiçara viva em estreia na Flip 2026

Brasil e Mundo Cultura

A 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece entre os dias 22 e 26 de julho, traz uma novidade estratégica para a valorização das raízes locais. A estreia da Casa Paraty promete ser um ponto de convergência entre a memória ancestral e a produção contemporânea, oferecendo um palco dedicado integralmente à rica cultura caiçara.

Conexão entre tradição e novas gerações

O espaço foi idealizado para ser muito mais que um local de apresentações; é um território de articulação entre saberes tradicionais e a criatividade das novas gerações. A programação é diversa e abrangente, conectando mestres da cultura popular, coletivos juvenis, artistas quilombolas e grupos infantis. O objetivo central é dar visibilidade à identidade de Paraty através de múltiplos formatos, desde a música popular e a tradicional ciranda caiçara até o hip hop e produções audiovisuais.

Para Gabriela Marsico, coordenadora e idealizadora do projeto, a iniciativa busca integrar o passado ao futuro. “Memória, identidade e pertencimento são inseparáveis. Uma cultura viva não se sustenta apenas preservando o passado, mas criando condições para que novas gerações possam se reconhecer nessas histórias e, ao mesmo tempo, produzir novas narrativas”, afirma.

Destaques da programação e resistência cultural

Entre os momentos mais aguardados está a apresentação dos Cirandeiros de Paraty, no dia 25 (sábado), às 22h. O grupo é um pilar da identidade local e reforça a ciranda não apenas como manifestação artística, mas como um símbolo de resistência comunitária e memória oral na Costa Verde. Segundo a curadora Vanda Mota, a proposta é alinhar a maturidade da cultura local ao grande fluxo de visitantes que a Flip atrai para a cidade.

Além das performances e debates, a Casa Paraty abriga exposições que narram a trajetória da região. A mostra “Trindade: Quando o Território Virou Luta”, baseada no acervo da Associação de Moradores da Trindade (AMOT), documenta a mobilização caiçara entre o final dos anos 70 e início dos anos 80 pela manutenção de seu território. Complementando o espaço, a Galeria de Arte Popular apresenta um panorama visual da história de Paraty por meio da pintura, fotografia, escultura e cerâmica, reafirmando a arte como ferramenta essencial de preservação histórica.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

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