O dólar registrou nova queda nesta terça-feira (21), fechando cotado a R$ 5,073. Este é o menor patamar da moeda americana desde 15 de junho. O movimento foi impulsionado pela combinação entre a alta internacional do petróleo e os juros elevados praticados no Brasil. No cenário acionário, a Bolsa de Valores encerrou o pregão praticamente estável, embora tenha acumulado sua quinta sessão consecutiva de desvalorização.
O real ganha força com o petróleo
O principal combustível para a valorização do real foi o comportamento do mercado de energia. O petróleo avançou pela terceira sessão seguida, sustentado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Como o Brasil é um exportador relevante da commodity, a alta no preço favorece os termos de troca do país, mantendo o real em uma posição de destaque entre as moedas de mercados emergentes.
Além disso, a estratégia de carry trade — em que investidores buscam retornos maiores aproveitando o diferencial entre os juros brasileiros e os de economias desenvolvidas — continua sustentando a entrada de divisas no país, colaborando para a queda do dólar, que já acumula baixa de 7,57% em 2026.
Ibovespa opera com cautela
Apesar do otimismo no mercado de câmbio, o Ibovespa enfrentou um dia de volume reduzido, encerrando o pregão com uma queda técnica de 0,03%, aos 173.325 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 17,9 bilhões, um patamar significativamente inferior à média anual.
Enquanto as bolsas em Nova York reagiram positivamente, impulsionadas pelo setor de tecnologia, o índice brasileiro manteve-se pressionado por incertezas geopolíticas. O destaque positivo ficou por conta das ações da Petrobras: os papéis ordinários subiram 1,43% e os preferenciais avançaram 1,24%, acompanhando a valorização do barril de petróleo e limitando uma queda maior do índice.
Crise no Oriente Médio dita ritmo global
A escalada de conflitos no Oriente Médio permanece como o principal fator de risco para a economia global. Os contratos de petróleo Brent subiram 2%, chegando a US$ 91,01, enquanto o WTI avançou 2,25%, cotado a US$ 84,34.
A pressão sobre os preços decorre, sobretudo, das ameaças do grupo rebelde Houthi no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma rota estratégica para o comércio mundial. Somado ao bloqueio no Estreito de Ormuz e aos recentes confrontos diretos entre Estados Unidos e Irã, o mercado vive um clima de incerteza quanto à segurança do fornecimento global de energia, o que mantém o prêmio de risco da commodity em níveis elevados.
Resumo dos indicadores
Câmbio: Dólar a R$ 5,073 (-0,31%). No ano, a moeda acumula recuo de 7,57%.
Bolsa: Ibovespa encerrou em 173.325 pontos, com variação de -0,03%.
Petróleo: Brent cotado a US$ 91,01 (+2%) e WTI a US$ 84,34 (+2,25%).
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

