infovia 5 1

Infovia que pode levar internet a mais de 700 mil pessoas na Amazônia começa a ser implantada no Rio Madeira

Amazonas Política

Uma nova era de conectividade começa a ser desenhada nas águas do Rio Madeira. O lançamento da Infovia 5, um ambicioso projeto de fibra óptica subaquática, teve início nesta semana, prometendo levar internet de alta velocidade para mais de 700 mil pessoas espalhadas por nove municípios entre o Amazonas e Rondônia. A estrutura é uma peça-chave do programa Norte Conectado, que busca romper o isolamento digital em regiões remotas da nossa região.

Conexão de Norte a Sul

O projeto conecta Autazes, no Amazonas, até Porto Velho, em Rondônia, em uma extensão impressionante de 1.116 quilômetros de cabos submersos no leito do rio, além de outros 210 quilômetros de rede terrestre. O objetivo principal é fortalecer a infraestrutura de órgãos públicos essenciais, como escolas, hospitais, unidades do Judiciário e postos das Forças Armadas. Para a população em geral, a expectativa é que provedores de internet locais utilizem a rede para expandir e qualificar o serviço oferecido aos moradores dessas cidades.

Gestão compartilhada

O funcionamento da rede será operado por um consórcio de empresas privadas, selecionado por meio de chamamento público realizado pelo Ministério das Comunicações. O modelo de negócio é claro: metade da capacidade da rede será destinada exclusivamente ao uso governamental, garantindo o serviço público. A outra metade ficará disponível para a exploração comercial pelos provedores, o que deve aumentar a competitividade e melhorar o acesso à rede para o cidadão comum.

Tecnologia e desafios no Madeira

Lançar cabos no Rio Madeira é uma operação de engenharia complexa. A primeira etapa, entre Autazes e Manicoré, tem previsão de duração de até 20 dias. A equipe técnica precisou realizar estudos detalhados de profundidade e solo para definir o trajeto ideal da fibra óptica. Com um investimento que pode chegar a R$ 400 milhões, a rede nasce com capacidade para futuras expansões, utilizando apenas um par de fibras dos 27 disponíveis inicialmente.

Segurança e proteção contra riscos

Um dos maiores desafios para a equipe da Entidade Administradora da Faixa (EAF) é a intensa navegação e as constantes dragagens necessárias para manter a hidrovia aberta, além da preocupação com o garimpo ilegal. Para garantir a integridade do cabeamento, pontos críticos receberão uma proteção extra com o enterramento dos fios no leito do rio. Além disso, todo o trajeto é georreferenciado e compartilhado com a Marinha e o DNIT para evitar acidentes durante obras de manutenção no rio.

Energia garantida

Para assegurar que a conexão não caia em caso de falhas na rede elétrica local, o projeto prevê a instalação de Centros Móveis de Alta Disponibilidade (CMADs). Essas estações serão equipadas com painéis solares e baterias de alta capacidade, garantindo que o sistema continue operando de forma independente e estável, um diferencial fundamental para a realidade da nossa região.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *