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Setor de serviços cai 0,4% em maio por recuo na área de transportes

Brasil e Mundo Economia

Desempenho abaixo do esperado

O setor de serviços no Brasil apresentou uma retração de 0,4% em maio, um resultado que frustrou as expectativas do mercado, que projetava estabilidade ou leve alta para o período. O dado, apurado pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, reflete um momento de cautela, já que o indicador ficou abaixo da mediana das previsões dos economistas.

Transportes puxam a queda

O recuo foi motivado majoritariamente pelo desempenho do segmento de transportes, que possui um peso significativo de cerca de um terço no índice geral. Com uma queda de 1% em maio, o setor foi impactado diretamente pela menor receita nas operações de transporte aéreo de passageiros, além de uma retração no transporte rodoviário de cargas e logística. O grupo de “outros serviços” também contribuiu negativamente, com uma baixa de 1,9%.

Cenário de médio prazo

Apesar da oscilação mensal negativa, o setor mantém resultados positivos em janelas de tempo mais amplas. Na comparação com maio de 2025, houve crescimento de 0,4%, e, no acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, a expansão é de 1,9%. No entanto, o ritmo de crescimento anualizado segue em desaceleração, passando de 2,9% em abril para 2,6% no levantamento atual.

Resiliência no consumo das famílias

Nem todos os indicadores foram desfavoráveis. O segmento de serviços prestados às famílias atingiu seu maior patamar desde dezembro de 2014. Segundo analistas do IBGE, esse comportamento é reflexo de fundamentos econômicos sólidos, como o baixo índice de desemprego, a massa salarial elevada e a maior previsibilidade nos preços.

Turismo em compasso de espera

O Índice de Atividades Turísticas (Iatur) acompanhou a tendência geral do setor e também registrou queda de 0,4% em maio. Mesmo com o recuo, o segmento de turismo — que abrange hotéis, companhias aéreas e serviços de bufê — permanece em patamar superior aos níveis observados no período pré-pandemia, com uma alta de 10,8% em relação a fevereiro de 2020.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.

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