Crise ambiental no interior
A Prefeitura de Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus, recebeu uma multa milionária de R$ 2,5 milhões aplicada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A punição é consequência de um incêndio de grandes proporções que atingiu o lixão municipal, provocando sérios danos ambientais e colocando em risco a saúde da população local.
Área equivalente a seis campos de futebol
O sinistro começou na noite do último sábado (29) e se estendeu pelos dias seguintes, consumindo uma área de 4,04 hectares — extensão que equivale a seis campos de futebol. A fumaça densa e as chamas avançaram para além dos limites do lixão, atingindo quintais de residências vizinhas e destruindo plantações, como relatado por moradores que viram suas terras serem tomadas pelo fogo e pela fuligem.
Risco à saúde e descaso
A fiscalização do Ipaam constatou a emissão irregular de gases tóxicos decorrente da queima de resíduos a céu aberto, configurando crime ambiental. O órgão reforçou que realiza monitoramento constante no local e que a prefeitura já vinha sendo cobrada por uma gestão mais adequada dos resíduos sólidos. A prática de queimar lixo, além de ilegal, é considerada um risco direto à saúde pública e ao ecossistema da região.
Prazo para defesa
A prefeitura de Manacapuru tem agora um prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar recurso administrativo. Até o momento, a gestão municipal não se manifestou sobre o ocorrido nem sobre as providências que serão tomadas para conter os focos de incêndio e solucionar o problema da destinação do lixo no município.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

