Operação contra bets
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou uma ofensiva contra o crime organizado, denunciando oito pessoas suspeitas de utilizar empresas de apostas esportivas, as populares ‘bets’, para lavar dinheiro proveniente do jogo do bicho. O montante movimentado ilegalmente ultrapassa a marca de R$ 5,2 milhões.
Como funcionava o esquema
As investigações do Gaeco revelaram que os envolvidos utilizavam uma rede de empresas de fachada e ‘laranjas’ para inserir recursos ilícitos na economia formal. A principal ferramenta do grupo era a plataforma ‘Rio Jogos’, operada pela Lema Administração e Participações S/A. O dinheiro, vindo de atividades proibidas, era injetado na empresa para custear taxas de outorga e operar apostas de cota fixa, camuflando a origem criminosa do capital.
Justiça suspende atividades
Diante da gravidade das denúncias, a Justiça determinou o bloqueio imediato das atividades e a suspensão dos CNPJs das empresas JRF Eagle Participações e Invectry Participações, apontadas como peças-chave na engrenagem financeira do grupo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas regiões do Rio de Janeiro, além de estados como Paraná e Goiás, com o apoio dos Ministérios Públicos locais.
Quem são os alvos
Foram denunciados Flavio da Silva Santos, Vinicius Pereira Drumond, Alexandre Vinicius da Costa Guedes, Jorge Roberto de Oliveira Figueiredo, João Eric Lourenço da Silva, Ana Paula Batista Vitorino, João Victor de Araujo Souza e Lucas Pastore Laporte de Souza. O caso agora tramita na 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

