A produção de mandioca no Amapá vive um momento crítico. A praga conhecida como vassoura-de-bruxa avançou rapidamente e já foi confirmada em 15 dos 16 municípios do estado, colocando em xeque a segurança alimentar e a economia local, baseada principalmente na produção de farinha.
Barreiras sanitárias e controle
Até o momento, apenas o município de Vitória do Jari permanece livre da contaminação. Segundo Álvaro Cavalcante, diretor da Diagro, a contenção foi possível graças ao rastreamento rigoroso e ao posicionamento estratégico de barreiras fitossanitárias móveis, que impedem a entrada de material infectado na região, protegendo também a fronteira com o Pará.
Tecnificação é a chave
Para combater a doença, especialistas do Ministério da Agricultura, Embrapa e Iepa buscam soluções conjuntas. A estratégia atual foca na conscientização dos agricultores para a identificação precoce da praga e, fundamentalmente, na tecnificação das lavouras. A meta é melhorar o solo e a resistência das plantas, seguindo modelos de sucesso adotados no estado vizinho, o Pará.
Impacto na mesa do consumidor
O cenário é preocupante: a produtividade, que antes alcançava 12 toneladas por hectare, caiu para cerca de 7 toneladas. Essa redução na oferta preocupa produtores, que temem reflexos negativos no preço da farinha, item essencial na mesa das famílias da região. Enquanto uma planta resistente não é desenvolvida, as autoridades seguem realizando a supressão das áreas infectadas e o manejo adequado para tentar frear o avanço da praga.
Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

