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Chacina no São Geraldo: Suspeito confessa crime e delegado aponta ‘frieza extrema’

Amazonas

Confissão e frieza

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) revelou detalhes chocantes sobre a prisão de Ezenilson Silva de Sousa, apontado como autor da chacina que vitimou três pessoas e deixou uma mulher gravemente ferida no bairro São Geraldo, na Zona Centro-Sul de Manaus. Segundo o delegado Ricardo Cunha, o suspeito demonstrou uma frieza atípica durante seu depoimento, mantendo a calma ao narrar os fatos e não esboçando qualquer sinal de arrependimento.

A dinâmica do crime

A investigação aponta que o crime foi motivado por uma desavença financeira. Ezenilson, que era ex-genro de uma das vítimas, o pastor Francisco das Chagas Morais Santos, teria ido ao local cobrar dinheiro para quitar dívidas com agiotas. Após a recusa do pastor em fornecer o valor, o suspeito iniciou o ataque brutal. O homem confessou ter utilizado um martelo para assassinar o pastor, Isabella Coelho Morais e Guilherme Pereira Lima Filho. Após o ato, ele ainda roubou cerca de R$ 900 e celulares das vítimas.

Defesa sem convencimento

Embora Ezenilson tenha alegado legítima defesa, o delegado Ricardo Cunha descartou a tese, classificando o depoimento como pouco convincente diante da brutalidade da cena do crime. O suspeito, que não possuía antecedentes criminais, foi identificado através de imagens de câmeras de segurança e pelo uso da mesma motocicleta em sua fuga. O objeto utilizado no ataque foi descartado em um igarapé próximo e as autoridades seguem investigando o caso, enquanto a única sobrevivente permanece sob cuidados médicos no Hospital João Lúcio.


Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução.

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