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Distância entre discurso e prática: brasileiros apontam queda na presença paterna

Brasil e Mundo

O dilema da paternidade moderna

Uma pesquisa recente conduzida pelo Instituto Nexus revela um cenário contraditório na sociedade brasileira. Embora a figura do pai seja considerada indispensável para o desenvolvimento dos filhos por oito em cada dez pessoas, metade da população acredita que os pais de hoje estão menos presentes na rotina familiar do que as gerações passadas.

A visão dividida entre gêneros

O estudo, que ouviu mais de duas mil pessoas em todo o país, aponta percepções distintas entre homens e mulheres. Enquanto 56% das mulheres sentem que a participação paterna diminuiu, o público masculino se mostra dividido: 44% veem um aumento na presença, enquanto outros 44% concordam com a visão feminina de que houve retrocesso.

Presença vale mais que sustento

O conceito de ‘bom pai’ passou por uma transformação significativa no Brasil. Para 49% dos entrevistados, a principal característica de um pai exemplar é a presença constante no dia a dia, superando em muito a visão tradicional de apenas provedor financeiro, que foi citada por apenas 3% dos ouvidos. Educação com limites (19%) e demonstração de afeto (8%) aparecem logo em seguida como pilares fundamentais.

Desafio geracional

O levantamento também mostra que os mais jovens valorizam a participação ativa dos pais com mais intensidade. Para Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, os números deixam um alerta importante: embora a sociedade tenha consolidado a ideia de que o pai precisa ser um agente ativo na criação, a prática ainda não acompanha o discurso. O desafio, segundo o especialista, é transformar essa expectativa de presença em uma realidade concreta dentro dos lares brasileiros.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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