Um ambicioso projeto ambiental está transformando a paisagem do Sahel, região estratégica entre o deserto do Saara e a savana sudanesa. A iniciativa ‘Acelerador da Grande Muralha Verde’ completou cinco anos e apresentou um relatório robusto, revelando que 1,66 milhão de hectares já estão em processo de restauração efetiva.
Impacto além da terra
Os números refletem uma mudança significativa no ecossistema e na economia local. Além da recuperação do solo, o projeto contabiliza 24 milhões de toneladas de CO₂ mitigadas e a criação de 4,6 milhões de empregos. Ao todo, 46 milhões de pessoas foram diretamente beneficiadas pela iniciativa, que busca integrar segurança alimentar, energia limpa e resiliência climática.
Um esforço de cooperação internacional
Lançada em 2007 pela União Africana e pela UNCCD, a Grande Muralha Verde conecta 11 países em um cinturão de 156 milhões de hectares. O ‘Acelerador’, criado em 2021, atua como o braço logístico para coordenar investimentos e monitorar metas, como a de gerar 10 milhões de empregos até 2030.
Desafios e o futuro da restauração
Apesar do sucesso inicial, o monitoramento ainda enfrenta obstáculos. Atualmente, o Observatório da Grande Muralha Verde acompanha quase 400 projetos, mas a padronização dos dados segue em fase de aprimoramento. Para o futuro, o foco recai sobre mecanismos de financiamento inovadores, como créditos de carbono e títulos verdes, além do fortalecimento do empreendedorismo feminino e jovem, essencial para a sustentabilidade da região.
Olhar voltado para a COP17
O combate à desertificação e a saúde dos solos ganham destaque mundial na próxima COP17, que será realizada em Ulaanbatar, na Mongólia, em agosto deste ano. O evento deve consolidar novas estratégias para ampliar a gestão transfronteiriça de recursos hídricos e de terras degradadas ao redor do mundo.
Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

