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MP denuncia casal de missionários por ocupação irregular de luxo em reserva no Amazonas

Amazonas

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) deu um passo decisivo no combate a irregularidades ambientais em Novo Airão. O órgão denunciou o casal de missionários Beatriz e Robert Ritzentahler, ligados a uma igreja evangélica dos Estados Unidos, por crimes ambientais na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro. Junto a eles, um ex-líder comunitário também figura como réu no processo.

Entenda o caso

O imbróglio começou quando o casal, que vive na região há 11 anos, ergueu construções luxuosas em uma área de mais de quatro mil metros quadrados, supostamente doada por uma associação de moradores. No entanto, autoridades ambientais e a Procuradoria Geral do Estado esclareceram que o termo de doação assinado pelo ex-presidente da associação, Edilson Martins Pinheiro, não possui validade jurídica, já que assembleias comunitárias não têm poder legal para alienar terras protegidas.

Recusa de acordo e impacto social

A denúncia foi formalizada após o casal se recusar a aceitar um acordo proposto pelo MP, que previa a perda dos imóveis em favor da comunidade Santo Antônio. O promotor João Guimarães Netto foi enfático: “Devastaram uma área, fizeram construção irregular. Isso é crime ambiental e tem que ser punido na forma da lei”.

Denúncias de exploração

Além do dano ambiental, a situação na comunidade é tensa. Moradores relatam que o casal utiliza imagens de comunitários sem autorização para captar doações internacionais, que não chegam a beneficiar a população local. Há ainda denúncias de que os missionários cobram taxas de turistas estrangeiros interessados em participar de “missões” na Amazônia.

O futuro das construções

Atualmente, a Justiça proibiu novas obras no local e determinou que o casal não impeça a livre circulação dos moradores. Enquanto aguardam o desenrolar do processo, que pode resultar em prisão e em uma indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, o ex-líder comunitário envolvido nega irregularidades e alega perseguição pessoal. O casal, até o momento, não se manifestou sobre as acusações.


Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas.

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