trbr1697

MPF denuncia estaleiros por despejo de resíduos tóxicos na Baía de Guanabara

Brasil e Mundo

Crime ambiental na zona portuária

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou uma denúncia contra as empresas Selano Trade Reparos Navais e PSA Reparos Navais por poluição ambiental grave na Baía de Guanabara. Segundo a acusação, as companhias operaram um estaleiro clandestino no bairro do Caju, zona portuária do Rio de Janeiro, durante sete anos sem qualquer licença ambiental.

Risco e descaso com o ecossistema

Investigações revelaram que, entre 2018 e 2025, o local serviu para o armazenamento irregular de resíduos perigosos, incluindo substâncias oleosas e cilindros de gás inflamáveis. A falta de controle resultou no despejo de materiais tóxicos diretamente nas águas da baía, causando danos severos ao meio ambiente. A irregularidade foi flagrada em fevereiro de 2025, durante uma fiscalização do Inea e da Polícia Civil, que encontrou o estaleiro em pleno funcionamento, realizando manutenções em embarcações.

Reparação milionária

Além das implicações criminais, o MPF exige na Justiça uma indenização mínima de R$ 1,45 milhão para a reparação dos danos ambientais causados. O valor corresponde a 50% do lucro estimado pelas empresas durante o período de operação ilegal. Em depoimento, o administrador das empresas admitiu a ausência de licenciamento, alegando dificuldades burocráticas, justificativa rejeitada pelo órgão ministerial, que reforçou a responsabilidade das companhias em garantir o manejo adequado dos resíduos tóxicos. O espaço segue aberto para manifestações dos envolvidos.


Fonte: Agência Brasil. Edição: AM Direto.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *