Líder de rede de agiotagem é capturado em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas prendeu, nesta terça-feira (28), Gustavo da Silva Albuquerque, de 24 anos, apontado como o líder de uma organização criminosa especializada em sequestros, extorsão e agiotagem. A prisão aconteceu no Beco Solimões, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, após o suspeito ter sido alvo da Operação Ursua, deflagrada pelo Ministério Público na última segunda-feira.
Ameaças a servidores do Judiciário
Segundo as investigações, Gustavo não se limitava a cobrar dívidas com juros abusivos. O suspeito aterrorizava servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), inclusive enviando áudios em que ameaçava metralhar veículos oficiais do órgão. O criminoso monitorava a rotina das vítimas, chegando a filmar o entorno e o interior dos estacionamentos do tribunal para intimidá-las.
Violência contra policiais
Mesmo sem reagir no momento da abordagem inicial, o suspeito demonstrou agressividade durante o trajeto para a delegacia e nas dependências da unidade policial. De acordo com o delegado Cícero Túlio, Gustavo tentou morder e chutar agentes da lei, além de proferir ameaças de morte contra a autoridade policial, citando detalhes da residência do delegado. Por conta da postura, ele foi autuado em flagrante por organização criminosa, sob os rigores da lei antifacção.
Histórico de crimes e deboche
A prisão de Gustavo é um desdobramento da Operação Tormenta, iniciada em abril para desarticular esquemas de agiotagem que tomavam bens de vítimas em toda a Região Metropolitana de Manaus. O suspeito também responde por um sequestro ocorrido em Itacoatiara. Enquanto esteve foragido, ele mantinha uma postura desafiadora, utilizando as redes sociais para debochar das autoridades e questionar quando a polícia conseguiria prendê-lo.
Prisão definitiva
Contra Gustavo, pesam agora três mandatos de prisão pelos crimes de extorsão, roubo majorado, organização criminosa e extorsão mediante sequestro. A polícia reforça que o grupo criminoso atuava de forma articulada, repassando dívidas entre braços da organização para garantir que o ciclo de extorsão e exploração das vítimas nunca tivesse fim.
Informações baseadas no portal G1 Amazonas.
Foto da capa: Reprodução / G1 Amazonas

